sbsr
Wire
Palco EDP
16
jul

A 15, 16 e 17 de julho, o Super Bock Super Rock regressa ao cenário idílico junto à praia do Meco, o novo, mas já familiar ponto de encontro para milhares de amantes de Música..

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Diz-se que os Wire são a banda definitiva do pós-punk, graças à sua capacidade de criar canções em que a experimentação e a acessibilidade aparecem em doses perfeitamente equilibradas. Formada no ano de 1976, a banda de Colin Newman, Graham Lewis e Robert Gotobed brotou da cena punk de então, mas sempre pareceu querer ir um pouco mais além. E essa ambição ficou logo evidente na sua estreia. Dar o pontapé de saída de uma discografia com um dos melhores discos de todos os tempos não é para todos – e os Wire conseguiram essa proeza. “Pink Flag”, editado em 1977, é um monumento feito de canções breves, diferentes entre si, enigmáticas e heterodoxas mesmo dentro da cena punk. A banda não parou de experimentar nos anos seguintes, de querer fazer diferente, e essa inquietação resultou nos discos “Chairs Missing” (1978) e “154” (1979), também eles obras-primas. Mais frios, com composições mais longas e melódicas, estes dois registos elevaram a fasquia para todos, inclusive para a própria banda, que acabaria por fazer pausas na carreira, tanto na década de 80 como na década de 90, conscientes de que não vale a pena estar na música sem ser para testar limites, os seus e os dos outros. Discos como “The Ideal Copy” (1987) ou “Send” (2003) provam esse compromisso da banda em que querer sempre soar diferente a cada álbum, fugindo da zona de conforto e trocando as voltas a quem lhes quer colocar uma só etiqueta. Ao longo dos seus mais de quarenta anos de carreira, os Wire já foram muita coisa, influenciando nomes como Manic Street Preachers, Sonic Youth, R.E.M, Bloc Party, Franz Ferdinand, entre muitos outros. O espírito inquieto da banda ainda se mantém vivo, como facilmente se percebe ao ouvir o último disco da banda, “Mind Hive”, editado em 2020. Há guitarras distorcidas e uma eletrónica ao serviço de canções que têm o charme dos primeiros tempos. Músicas novas, como “Cactused”, e os clássicos de uma carreira com mais de quarenta anos farão desta vinda dos Wire a Portugal, dia 16 de julho, um momento imperdível – e que só poderia acontecer no Super Bock Super Rock.

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