Glockenwise
18

JUL

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Quando Nuno Rodrigues, Rafael Ferreira e Rui Fiúsa decidiram avançar com os Glockenwise tinham apenas 16 anos de idade. E hoje podemos dizer com toda a certeza que essa ideia adolescente foi mesmo uma boa ideia. Os Glockenwise são um dos projectos mais interessantes da música portuguesa. Rapazes de Barcelos, aproveitaram para apanhar a onda cultura da cidade, cada vez mais fervilhante (Milhões de Festa é o exemplo para flagrante a própria música dos Glockenwise aparece como consequência natural desse ambiente). O primeiro disco, “Building Waves”, editado em 2011,já mostrava as boas ideias da banda, que viriam a tornar-se cada vez mais densas nos discos seguintes: “Leeches” e “Heats”, editados em 2011 e 2015, respetivamente. O registo sempre foi rock e meio despretensioso, típico de jovens que não têm nada mais importante para fazer do que fazer estas canções, como já admitido pelos próprios. O novo disco, editado em 2018, traz uns Glockenwise diferentes. A maturidade chegou, a urgência punk abrandou um pouco e a banda dá-nos aquele que é o seu melhor disco até este momento e um dos melhores discos da música portuguesa nos últimos anos. Depois de três discos cantados em inglês, a nossa língua assume o protagonismo neste quarto disco da banda. Dos gestos mais prosaicos do quotidiano até aos temas mais profundos, inclusive a tal maturidade, tudo é assunto pode ser assunto destas belas canções – e, curiosamente, em “Plástico” tudo soa verdadeiramente genuíno. O público do Super Bock Super Rock espera-os, dia 19 de julho, no Palco EDP.

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